Conflito: o quer que aconteça, sei que aprenderei algo!

Recentemente, numa reunião de trabalho, após reportar uma atividade que havia desenvolvido com um cliente, meu colega ameaçou reclamar com a alta gestão que eu não o havia envolvido.

Recebi essa fala com surpresa pois esperava um elogio pela minha dedicação e nunca imaginei palavras duras e ameaçadoras.

Fiquei extremamente nervosa, pedi 5 minutos para respirar, chorar e beber água.

Quando voltei, expliquei calmamente meu ponto de vista e disse que se ele quisesse escalar, reclamar do meu trabalho, ficasse à vontade. Esclareci que na situação específica não havia necessidade da sua participação.

Naquele momento apliquei algumas técnicas que aprendi de Programação Neuro Linguística e Comunicação Não Violenta:

  1. Administre sua própria emoção. Dalai Lama disse “não permita que o comportamento dos outros tire a sua paz”. Se a outra pessoa está exaltada, agressiva, o problema é dela, não seu.

2. Respire, peça um tempo para pegar e beber um copo de água. Você verá que esses 5 minutos te ajudam a se centrar novamente!

3. Não se defenda, não ataque… somente esclareça a situação. Sempre penso que estou explicando o contexto para uma criança de 5 anos… o tom e a vibração da minha voz muda, o vocabulário é mais fácil, minha postura é de uma educadora ‘descrevendo a situação, detalhando os pontos mais relevantes’.

4. Ouça com intenção de aprender, sem julgamentos, valorizando o conteúdo da pessoa, todo mundo tem ao menos 1% de intenção positiva.

5. Parafrasei a fala da outra pessoa:

“O que ouço de você é X, Y e Z. Estou certo? Eu entendi tudo que você disse?

Existe algo mais que você deseja compartilhar?

Posso compartilhar meu ponto de vista?”

6. Não julgue os outros: recentemente me dei conta que Deus, Pai Misericordioso, tem o calibre para julgar seus filhos… não é meu papel julgar os outros, mesmo porque meu telhado é de vidro.

7. Saia da situação se perguntando: “O que eu aprendi?”

Finalizei a reunião da mesma forma que entrei: contribuindo e entregando resultados

Do conflito descrito, eu sai da reunião chateada por sofrer violência verbal gratuita mas ao mesmo tempo feliz por não ter revidado na mesma moeda: apliquei todas as técnicas e deixei a outra pessoa ver que eu me chateei, chorei, respirei e voltei a contribuir para o projeto que estamos trabalhando juntos com o mesmo brilho nos olhos que entrei na reunião.

Essas técnicas podem ser aplicadas em várias situações da nossa vida pessoal ou profissional!

História de Karla Cheli Kanasawa

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