Comunicação Assertiva, você pratica?

A comunicação assertiva é um desejo de todos nós, pois além de evitar conflitos, mal entendidos e frustrações nos direciona a expressão honesta e empática.

Sabemos que muitos problemas são atribuídos a falta de comunicação,  em qualquer tipo de relação, seja em casa, no trabalho ou até mesmo interpessoal.

Todos nós já vivenciamos situações não confortáveis geradas por falha na comunicação que poderiam ter sido evitadas através da comunicação clara e assertiva.

Então, como fazer?
  1. É importante termos claro aquilo que queremos expressar ou pedir. Expressar o que “não deseja”, pode soar como crítica e gerar desavenças desnecessárias;
  2. Evite frases vagas e subjetivas;
  3. Saiba dizer “não”, sem culpa, quando for necessário;
  4. Saiba ouvir o “não” e demonstrar empatia pelo ouvinte que não pode atender sua necessidade;
  5. Aprenda a negociar, oferecer alternativas, fazer acordos e encontrar um ponto de equilíbrio para o diálogo;
  6. Tenha respeito, seja honesto e sincero com você e com o outro.
Confiança, Empatia e Respeito

Confiar em sim mesmo é um dos pontos primordiais para a comunicação segura e assertiva, pois te direcionará para a expressão do que você realmente é e não para aquilo que querem ouvir. Você tem o direito e o dever de escolher o que deseja e o que confortará o seu coração. Isso é libertador!

Tenha convicção daquilo que deseja e acredite em você, sempre tomando atenção para que os pedidos e expressões não estejam disfarçados de julgamentos e “exigências”.

Se não apresentar firmeza nas suas opiniões e ou decisões, permitirá que outros tomem por você e, consequentemente, não terá as “suas” necessidades atendidas.

A empatia é fundamental na comunicação, o saber escutar com a intenção de ouvir e não somente com a intenção de responder, contribui no conhecimento e necessidade do outro, tornando clara a comunicação e deixando evidentes as necessidades do momento.

O importante é saber expressá-las sem agressão, ainda que o façamos sem perceber, quando a outra pessoa não está preparada para ouvir o que estamos dizendo.

Respeitar a opinião, sentimentos, sensibilidade e sensações  dos envolvidos, sem julgar, é sinal de maturidade,  é compreender que somos seres humanos com valores e interesses, as vezes, distintos e que não devemos mudar ninguém, apenas aceitar.

Avaliar o momento adequado, controlar suas emoções para não demonstrar agressividade no contato e agir com equilíbrio diante da razão,  demonstra segurança pessoal e capacidade de comunicar-se assertivamente. A insegurança e instabilidade emocional te deixará frágil e manipulável, além de  levar a uma comunicação “não-assertiva”.

COMUNICAÇÃO ASSERTIVA & COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA

A CNV (Comunicação Não Violenta) é uma metodologia desenvolvida por Marshall Bertram Rosenberg,   onde  predomina a comunicação eficaz com empatia. Enfatiza a importância em saber falar e ouvir afastando a violência da comunicação e do coração trazendo à tona somente a compaixão.

Na CNV devemos expressar o que estamos pedindo e não o que não estamos pedindo.

Quando expressamos o que não queremos e utilizamos muitas expressões negativas,  podemos deixar as pessoas confusas, resistentes e defensivas quanto a nossa necessidade pois poderão ser compreendidas como críticas.

A CNV utiliza-se de uma linguagem clara, objetiva e transparente com foco direto a necessidade a ser atendida sem utilizar-se de julgamentos.

Todos os pedidos/expressões devem ser empáticos e isentos de “exigências” disfarçadas de “pedido”, observando os fatos de forma segura, longe de opiniões e críticas.

Segundo Marshall, existem 04 elementos básicos para que a comunicação ocorra com empatia, honestidade e satisfaça as nossas necessidades:

Neste 1º elemento da CNV, devemos saber diferenciar uma observação de uma avaliação

OBSERVAÇÃO:

* Qual a realidade existente x realidade percebida (carregada de sentimentos, experiências e valores pessoais)

Na CNV devemos ter foco na realidade existente, “observando” a situação “sem avaliação” e julgamento pessoal.

Os julgamentos nos distanciam das pessoas, das soluções e de nossos objetivos.

Utilizar-nos apenas de observação, isenta de avaliação pessoal e julgamentos, nos permite um contato empático e com compreensão do ponto de vista do outro, permitindo colocar-nos no lugar das pessoas.

Quando nossa comunicação vem carregada de “avaliações” é comum o ouvinte sentir-se atacado e reagir com defesa, se protegendo ou atacando de volta, dificultando a comunicação assertiva e sem violência.

SENTIMENTOS:

Neste 2º elemento da CNV, identificamos os sentimentos expressados por nós ou pelo outro diante do fato observado no 1º. elemento e classificamos esses desejos, anseios e mágoas.

Em nossa cultura, temos a tendência a não perceber e expressar nossos sentimentos, aprendemos a negá-los por não acreditar em nossas sensações e por não ter consciência das nossas emoções e dos demais.

A causa dos sentimentos não é um fato isolado e sim consequência gerada por necessidades não atendidas.

As necessidades atendidas geram sentimentos positivos, já aquelas não atendidas são responsáveis pelos sentimentos negativos.

Sentimentos são diferentes de pensamentos. Pensamentos são carregados de julgamentos (o que eu “acho” do outro), uma avaliação pessoal e não o que eu estou efetivamente sentindo.

Quando expressamos verdadeiramente nossos sentimentos, criamos a conexão de empatia para a solução dos conflitos, sobressaindo o que temos em comum.

NECESSIDADES:

Neste 3º elemento da CNV, reconhecemos a escuta empática e honesta, proporcionando uma linguagem de conexão com as outras pessoas e conosco, identificando as necessidades que estão por trás dos sentimentos identificados no 2º elemento.

A CNV permite pensar soluções a partir da identificação das necessidades. Se há vida, existem necessidades a serem atendidas.

Para integrarmos as necessidades a nossa comunicação assertiva e não violenta  é importante utilizarmos a “linguagem de necessidade” e não a “linguagem de culpa” para atender a mim e a outras pessoas.

PEDIDO:

Neste 4º e último elemento da CNV, realizamos pedidos efetivos, objetivos e claros com foco nas necessidades de todos, identificadas no 3º elemento.

O pedido é a busca para a realização e concretização das necessidades não atendidas.

Quando as nossas necessidades não estão sendo atendidas, buscamos através do pedido a alteração da situação.

Obtendo conhecimentos dos 4 elementos básico da CNV, o pedido segue a linguagem das necessidades dos outros de forma empática para expressar sentimentos de necessidades com honestidade, gerando as soluções.

Exemplo de comunicação não violenta:

Pedro, quando você grita comigo diante dos colegas de trabalho (observação), eu me sinto inferiorizado e envergonhado (sentimento), preciso sentir que sou respeitado e preciso da sua ajuda e dos meus colegas para o meu desenvolvimento (necessidades), que tal da próxima vez você me chamar na sua sala para conversarmos, individualmente, e me explicar como fazer a tarefa? (pedido)

A maneira como nos comunicamos com os outros e com nós mesmos, em última análise, determina a qualidade de nossas vidas”.      Anthony Robbins

VOE E CONFIE EM VOCÊ!

A comunicação assertiva se baseia no respeito, na humildade e no desejo de viver melhor, de forma tranquila e sem conflitos, possibilitando o desenvolvimento, crescimento e evolução de  forma saudável.

A assertividade é sua melhor habilidade, resgate aquela que mora no seu coração, sempre com empatia e sensível ao sentimento daqueles que te rodeiam.

Reflexões de Katia Lima

Psicóloga – Coach Pessoal e Profissional

Consteladora Familiar e Organizacional

CRP.: 06/31938-0

Insta: @katialimaconstelacaofamiliar

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